sábado, 28 de abril de 2012

Meditação

                             
       
                                             Meditação

Um Exercício Místico que pode ser usado diariamente.

Concentre a sua mente interiormente no ponto entre as sobrancelhas (como o terceiro olho), imagine um ilimitado lago de paz.


Sinta um eterno círculo de paz ondulante à sua volta.


Quanto mais você observar atentamente, mais sentirá as ondulações de paz se expandindo das sobrancelhas para a testa, da testa para o coração e do coração para cada célula do seu corpo.


Agora as águas de paz transbordam as margens do seu corpo e inundam o vasto território da sua mente.


A torrente de paz flui além dos limites da sua mente e se move em infinitas direções.


Respire profundamente numa contagem até cinco, repetindo por mais ou menos um minuto.

quinta-feira, 15 de março de 2012

KAPÁLABHÁTI



KAPÁLABHÁTI – é uma técnica de limpeza das vias respiratórias e dos pulmões.

Kapála significa crânio e bháti brilhante. A tradução do nome corresponde à sensação adquirida durante e após a execução da técnica. 

Kapálabháti proporciona uma hiper-oxigenação em todo o organismo, por isso a sensação de “crânio brilhante”.

O kapálabháti consiste em inspirar lento e profundamente e exalar com forca e ruído. 

Contraia vigorosamente a região do diafragma para expulsar o ar, como se fosse a contração abdominal de uma tosse. 

Músculos da face e ombros não se contraem, somente a região do abdômen.

 É uma técnica respiratória com apenas duas fases, inspiração e exalação, sem retenção entre a inspiração e a exalação.

 Inspiração bem lenta e silenciosa e exalação rápida e ruidosa.

TRÁTAKA – exercícios oculares



                        TRÁTAKA – exercícios oculares

Trátakas são técnicas de fixação ocular em algum objeto que têm por objetivo tonificar nervos e músculos ópticos, assim como ajuda a descansar as vistas. Ideal para quem passa muito tempo de frente de um monitor de computador.

Segundo a Hatha Yoga Prádipiká II:32:

“Olha-se fixamente, sem pestanejar, em objeto pequeno até surgirem lagrimas nos olhos. Os Mestres chamam esta prática de trátaka.”

Tradicionalmente é usada uma vela acesa elevada na altura dos olhos como suporte para a execução do trátaka. Assim os olhos ficam fixos na chama, permanecendo o máximo de tempo com os olhos abertos, buscando lacrimejar os olhos.

Além de executarmos desta maneira, podemos ainda executar kriyás com movimentos oculares.


1ª variação:

Estenda o braço direito à frente mantendo o braço na mesma linha do ombro. Execute merudanda mudrá com a mão direita e mantenha os olhos fixos no dedo polegar. Para executar merudanda mudrá feche a mão direita, como se fosse dar um soco, e eleve o polegar. Olhe fixamente para a unha do polegar direito e vá lentamente afastando o braço para direita. A cabeça não se move, somente acompanhe toda a movimentação com os olhos. Esforce-se para fazer toda a movimentação ocular sem piscar. Explore a visão periférica no ponto de maior afastamento do braço.

Busque uma boa permanência e depois retorne o braço bem lentamente. Ao retornar pisque bem os olhos para lubrificar e eliminar o esforço muscular exercido nos músculos e nervos ópticos. Faça o mesmo para o lado direito, para cima e para baixo.


2ª variação:

Estenda os dois braços à frente em merudanda mudrá e mantenha os olhos fixos nas unhas dos dedos polegares. Vá lentamente flexionando os cotovelos e aproximando os dedos polegares bem próximos da ponta do nariz. Esforce-se para fazer toda a movimentação ocular sem piscar.


Busque uma boa permanência e depois retorne os braços bem lentamente. Ao retornar pisque bem os olhos para lubrificar e eliminar o esforço muscular exercido nos músculos e nervos ópticos. Faça o mesmo para cima, direcionando os dedos e os olhos para a região do ájña chakra, ponto entre as sombrancelhas.


 Mais um exemplo :

Olhar um ponto a frente; frente e ponta do nariz; teto e chão; um lado e outro; rotação dos olhos nos dois sentidos e piscar até lubrificar os olhos.

Ao final (faz palmi) atrita as mãos, aplica o calor nos olhos e massageia os olhos e as musculaturas a volta dele.

Obs. Esses exercícios podem ser feitos isoladamente (somente com um olho) e com os dois olhos.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Shri Saraswati




Shri Saraswati é a Shakti, o poder e a esposa de Shri Brahma, o Criador. Ela é por isso a procriadora, a mãe de toda a criação. Ela representa a livre fluidez da sabedoria e da consciência. 


Ela é a Mãe dos Vedas, e os cantos oferecidos à Ela frequentemente começam e terminam com lições védicas.

Literalmente, Saraswati significa “aquela que flui”. No Rigveda, Ela representa um rio e a Divindade que o rege. Ela está vinculada à fertilidade e à purificação.

No Vasant Panchami, festival dedicado à Shri Saraswati pelos hindus, é dito que o Senhor Brahma criou sua consorte, a Deusa Saraswati, infundiu o poder do discurso Nela e concedeu a Vina às Suas mãos.



 Por isso Ela foi chamada de Vina Vandini (que toca Vina) e Vani Dayani (receptáculo do discurso). Como cônjuge de Brahma e a Deusa da sabedoria e da eloquência.  


Ela é conhecida por vários nomes comoVinapani (que segura a Vina), Sharada (doadora da essência), Vagisvari (mestra da palavra), Brahmi(esposa de Brahma) e Mahavidya (conhecimento supremo).

O nome que a descreve como “aquela que flui” pode significar igualmente a capacidade de discursar, de falar, visto isso sob um aspecto alegórico.



 O discurso perfeito pressupõe poder e inteligência. Por isso, Saraswati representa o poder e a inteligência, de onde provém o universo organizado.

Ela é considerada a personificação de todo o conhecimento, de todas as artes, ciências, profissões e técnicas. O conhecimento é a antítese das trevas da ignorância, também aparece como um branco imaculado. 



Como Ela representa todas as ciências, todas as artes,profissões e técnicas, Ela deve ser maravilhosamente bela e graciosa.

Envolta numa vestimenta branca imaculada, sentada numa cadeira com a forma de uma flor de lótus, Ela traz em suas quatro mãos um instrumento musical (Vina), um rosário (Akshamala) e um livro (Pustuka). Ainda que esses objetos sejam bastante comuns existem inúmeras variações deles. 



Dentre os outros objetos que Ela pode portar encontram-se: o laço (Pasha), o gancho (Ankusha) a flor de lótus (Padma), o tridente (Trishula), a concha (Shanka), o disco (Chakra), etc.


 De tempos em tempos, Ela aparece com cinco faces ou com oito mãos. Até mesmo três olhos ou um pescoço azul não são raros. Nesse caso, Ela é o aspecto de Mahasaraswati, de Durga ou de Parvati. 


 
                                           O Pavão e o Cisne :

:Ainda que nenhum veículo ou montaria especial seja citada, o cisne (Hamsa), a montaria de Brahma, Lhe é geralmente reservada. Na literatura mitológica e no imaginário popular, pode-se vê-la usando um pavão como veículo.

O pavão, com a sua magnífica plumagem, é esse mundo com toda a sua glória. Como a atração pelo mundo desvia o buscador espiritual, o pavão pode representar realmente a ignorância ou a falta de conhecimento (Avidya).

Ademais, o cisne, que goza da reputação de conseguir separar a água do leite, é a sabedoria, o discernimento (Viveka) e portanto o conhecimento (Vidya). Ainda que seja verdadeiro que somente a iluminação espiritual (Vidya ou Paravidya) pode nos dar a beatitude (Moksha), significando a Avidya o conhecimento profano – as artes e as ciências desse mundo material – não foi negligenciado e nem deveria ser. 



Como diz o Ishavasya Upanishad, nós superamos a fome e a sede com a ajuda das ciências profanas, e somente podemos conseguir em seguida a imortalidade através das ciências espirituais.

É por nos ensinar essa grande verdade que a nossa Mãe Saraswati escolheu esses dois veículos: o cisne e o pavão.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Saúde Ambiental


                          SAÚDE AMBIENTAL

Coloque as camas de  sua casa com as cabeceiras alinhadas com o norte, desta forma o sono é mais tranqüilo e revigorante, a explicação é simples, existe uma corrente de energia que fui de norte para sul, a mesma que atua na bússola, sua natureza é magnética e afeta o corpo humano.

Não deixe aparelhos eletroeletrônicos próximos à cabeceira da cama, nunca, campos eletromagnéticos gerados por eles interferem nas ondas cerebrais e prejudicam o sono, mesmo o simpático rádio relógio digital é muito nocivo, aqueles números bonitinhos são radioativos, o melhor é mantê-lo longe com o letreiro voltado para outro lado.

Seguindo a mesma linha de raciocínio evite tomadas elétricas próximas a cabeceira de sua cama.

A casa deve ser arejada se você quiser ter um local equilibrado, acostume-se inclusive a dormir com uma fresta de janela aberta, mesmo no inverno, isto promove a troca constante do ar, a energia circula com o ar e será renovada também.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Relaxe ...


               
                 


                              Exercício de Relaxamento

Vá a um lugar mais sossegado, de preferência com pouca luz e silencioso.

Deite-se no chão, de barriga pra cima.

Estique seu corpo inteiro, fazendo um alongamento, como se estivesse se espreguiçando.

Comece a respirar profundamente e desvie seus pensamentos dos problemas do dia-a-dia.

Aos poucos vá tencionando e relaxando cada parte do seu corpo começando pelos pés (retese-os e depois os relaxe), passando pelas canelas, joelhos, coxas, pélvis, barriga, peito, braços, pescoço, cabeça. Sinta nisso cada músculo do seu corpo, cada nervo no começo tenso, agora relaxando.

Repita até que você sinta seu corpo todo relaxado.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Upanishad





Que a tranquilidade desça sobre os meus membros.

Que todos os meus sentidos se tornem claros e fortes.


Que os meus ouvidos ouçam o que é bom.

Que os meus olhos contemplem o divino.


Que o divino se revele a mim.

Upanishad

UMA REFLEXÃO SOBRE O YOGA



Por Carlos Eduardo G. Barbosa
Para quem acredita que yoga é um tipo sofisticado de exercício corporal, fica aqui uma breve reflexão sobre o que, na verdade, é praticar Yoga:

Ter uma identidade pessoal que para os Hatha Yoguinas é Shiva dentro de nós. Isto significa que ele deve ser autêntico, em seu comportamento.

 O Yogui pensa com sua própria cabeça e observa o mundo por sua própria perspectiva. Ele busca identificar-se consigo mesmo (svarupam).

 Essa identidade dá a ele o modo peculiar pelo qual ele percebe o mundo.

Ser livre para se expressar. O Yogui não tem vergonha nem medo de se expor com transparência, pois nada tem a ocultar.

 Ele é aquilo que é. Essa afirmação de sua individualidade faz alguns yoguinas paracerem um tanto exóticos, imorais ou rebeldes. Mas eles são autênticos.

Ser livre para fazer. O Yogui não encontra barreiras para a sua ação.

É uma contradição o Yogui que não realiza alguma ação prática. O Yoga não é teoria, mas pura realização. Ser Yogui é acima de tudo ser útil.

Não evoluir, mas revelar a perfeição. A doutrina do Yoga se baseia no fato de termos a perfeição já presente dentro de nós.

 Nossa tarefa é apenas a de realizarmos a sadhana que é a revelação dessa perfeição. Cada um de nós é Shiva, e Shiva é o Adinatha, o mahasiddha - o Senhor supremo e o maior dos perfeitos. E Shiva somos todos e cada um de nós. 

Na concepção do yoga, não há ninguém inferior nem superior, melhor ou pior, mas apenas pessoas cuja perfeição apenas aguarda para ser posta em prática.


Fonte :Por Carlos Eduardo G. Barbosa

Surya Namaskar (Saudação ao Sol)



O Surya Namaskar é uma seqüência dinâmica de 12 asanas que representam as 12 posições do zodíaco (doze posições do relógio). A respiração é sincronizada com os movimentos. 

Cada posição tem um significado que deve ser compreendido e acrescido à prática. Durante a execução, em cada asana um mantra é recitado. 

Dependendo do que se pretende desenvolver, pode-se executar com maior ou menor rapidez e o mantra pode ser apenas o Bija Mantra acrescentando o mantra até o mantra completo.

 O Surya Namaskar energiza todos os chakras, mas especialmente o Manipura Chakra.
Pode ser praticado a qualquer hora do dia, mas especialmente ao nascer do Sol.

A trindade hindu Brahma, Vishnu e Shiva simbolizam três aspectos da vida: criação, manutenção e destruição e estão diretamente relacionados com o movimento diário do Sol.

 Brahma, o criador, é simbolizado pela madrugada e ao momento em que o sol nasce e começa o ciclo diurno. 

Vishnu, o mantenedor é simbolizado pela luz do dia e especialmente a luz do meio dia. 

Shiva, o destruidor, é simbolizado pelo pôr-do-sol. Ainda que o sol se esconda para nós, isso é uma ilusão, pois o sol continua brilhando, ele é sempre brilhante assim como nosso Ser, que é consciência que é sempre existente.




Mantras

1 - Om Hraam Mitraaya Namah - Saudação ao que é o meu amigo eterno
2 - Om Hroum Khagaaya Namah - Saudação ao que é o fonte de vida no céu
3 - Om Hrum Suryaaya Namah - Saudação ao que é fonte de actividade e  luz
4 - Om Hraim Bhaanave Namah - Saudação ao que é fonte eterna de calor
5 - Om Hrim Ravaye Namah - Saudação ao que brilha e é fonte de vitalidade
6 - Om Hraha Pooshnena Namah - Saudação ao que alimenta e dá força
7 - Om Hraam Hiranya-Garbhaya Namah - Saudação à fonte de energia dourada
8 - Om Hrim Marichaye Namah - Saudação ao senhor da madrugada e vibração
9 - Om Hrum Aadityaya Namah - Saudação ao filho de Aditi
10 - Om Hraim Savitre Namah - Saudação à fonte de Tudo
11 - Om Hroum Arkaya Namah - Saudação à fonte da essência da vitalidade
12 -  Om Shri Savitur Suryanarayanaya Namah - ...






Exercício simples para começar a Meditar:


Um dos exercícios mais simples é observar a respiração. Sinta o ar entrando e saíndo pelas narinas. Acompanhe seu caminho por todo o corpo. Repare nos movimentos da barriga, do peito. Veja se há movimentos ou sensações na pelve, pernas, cabeça, etc. Esteja com o ar o tempo todo.


Quando estiver em contato com a natureza, sente-se diante de uma paisagem e observe-a. Ouça os sons, veja as cores, sinta os aromas mas não fique dando nome às coisas ou analisando-as: "esse cheiro deve ser daquela flor", "como é bonita a forma daquela montanha", "o som desses passarinhos me deixa tão relaxado...". Apenas ouça, veja e sinta sem criar frases na sua mente, sem ficar tagarelando internamente.


Sente-se diante de uma janela e deixe que a claridade invada seu corpo. Sinta a luz penetrando pelo alto de sua cabeça e fluíndo por todo o corpo. Mantenha sua atenção nesse fluxo.