quinta-feira, 15 de março de 2012

KAPÁLABHÁTI



KAPÁLABHÁTI – é uma técnica de limpeza das vias respiratórias e dos pulmões.

Kapála significa crânio e bháti brilhante. A tradução do nome corresponde à sensação adquirida durante e após a execução da técnica. 

Kapálabháti proporciona uma hiper-oxigenação em todo o organismo, por isso a sensação de “crânio brilhante”.

O kapálabháti consiste em inspirar lento e profundamente e exalar com forca e ruído. 

Contraia vigorosamente a região do diafragma para expulsar o ar, como se fosse a contração abdominal de uma tosse. 

Músculos da face e ombros não se contraem, somente a região do abdômen.

 É uma técnica respiratória com apenas duas fases, inspiração e exalação, sem retenção entre a inspiração e a exalação.

 Inspiração bem lenta e silenciosa e exalação rápida e ruidosa.

TRÁTAKA – exercícios oculares



                        TRÁTAKA – exercícios oculares

Trátakas são técnicas de fixação ocular em algum objeto que têm por objetivo tonificar nervos e músculos ópticos, assim como ajuda a descansar as vistas. Ideal para quem passa muito tempo de frente de um monitor de computador.

Segundo a Hatha Yoga Prádipiká II:32:

“Olha-se fixamente, sem pestanejar, em objeto pequeno até surgirem lagrimas nos olhos. Os Mestres chamam esta prática de trátaka.”

Tradicionalmente é usada uma vela acesa elevada na altura dos olhos como suporte para a execução do trátaka. Assim os olhos ficam fixos na chama, permanecendo o máximo de tempo com os olhos abertos, buscando lacrimejar os olhos.

Além de executarmos desta maneira, podemos ainda executar kriyás com movimentos oculares.


1ª variação:

Estenda o braço direito à frente mantendo o braço na mesma linha do ombro. Execute merudanda mudrá com a mão direita e mantenha os olhos fixos no dedo polegar. Para executar merudanda mudrá feche a mão direita, como se fosse dar um soco, e eleve o polegar. Olhe fixamente para a unha do polegar direito e vá lentamente afastando o braço para direita. A cabeça não se move, somente acompanhe toda a movimentação com os olhos. Esforce-se para fazer toda a movimentação ocular sem piscar. Explore a visão periférica no ponto de maior afastamento do braço.

Busque uma boa permanência e depois retorne o braço bem lentamente. Ao retornar pisque bem os olhos para lubrificar e eliminar o esforço muscular exercido nos músculos e nervos ópticos. Faça o mesmo para o lado direito, para cima e para baixo.


2ª variação:

Estenda os dois braços à frente em merudanda mudrá e mantenha os olhos fixos nas unhas dos dedos polegares. Vá lentamente flexionando os cotovelos e aproximando os dedos polegares bem próximos da ponta do nariz. Esforce-se para fazer toda a movimentação ocular sem piscar.


Busque uma boa permanência e depois retorne os braços bem lentamente. Ao retornar pisque bem os olhos para lubrificar e eliminar o esforço muscular exercido nos músculos e nervos ópticos. Faça o mesmo para cima, direcionando os dedos e os olhos para a região do ájña chakra, ponto entre as sombrancelhas.


 Mais um exemplo :

Olhar um ponto a frente; frente e ponta do nariz; teto e chão; um lado e outro; rotação dos olhos nos dois sentidos e piscar até lubrificar os olhos.

Ao final (faz palmi) atrita as mãos, aplica o calor nos olhos e massageia os olhos e as musculaturas a volta dele.

Obs. Esses exercícios podem ser feitos isoladamente (somente com um olho) e com os dois olhos.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Shri Saraswati




Shri Saraswati é a Shakti, o poder e a esposa de Shri Brahma, o Criador. Ela é por isso a procriadora, a mãe de toda a criação. Ela representa a livre fluidez da sabedoria e da consciência. 


Ela é a Mãe dos Vedas, e os cantos oferecidos à Ela frequentemente começam e terminam com lições védicas.

Literalmente, Saraswati significa “aquela que flui”. No Rigveda, Ela representa um rio e a Divindade que o rege. Ela está vinculada à fertilidade e à purificação.

No Vasant Panchami, festival dedicado à Shri Saraswati pelos hindus, é dito que o Senhor Brahma criou sua consorte, a Deusa Saraswati, infundiu o poder do discurso Nela e concedeu a Vina às Suas mãos.



 Por isso Ela foi chamada de Vina Vandini (que toca Vina) e Vani Dayani (receptáculo do discurso). Como cônjuge de Brahma e a Deusa da sabedoria e da eloquência.  


Ela é conhecida por vários nomes comoVinapani (que segura a Vina), Sharada (doadora da essência), Vagisvari (mestra da palavra), Brahmi(esposa de Brahma) e Mahavidya (conhecimento supremo).

O nome que a descreve como “aquela que flui” pode significar igualmente a capacidade de discursar, de falar, visto isso sob um aspecto alegórico.



 O discurso perfeito pressupõe poder e inteligência. Por isso, Saraswati representa o poder e a inteligência, de onde provém o universo organizado.

Ela é considerada a personificação de todo o conhecimento, de todas as artes, ciências, profissões e técnicas. O conhecimento é a antítese das trevas da ignorância, também aparece como um branco imaculado. 



Como Ela representa todas as ciências, todas as artes,profissões e técnicas, Ela deve ser maravilhosamente bela e graciosa.

Envolta numa vestimenta branca imaculada, sentada numa cadeira com a forma de uma flor de lótus, Ela traz em suas quatro mãos um instrumento musical (Vina), um rosário (Akshamala) e um livro (Pustuka). Ainda que esses objetos sejam bastante comuns existem inúmeras variações deles. 



Dentre os outros objetos que Ela pode portar encontram-se: o laço (Pasha), o gancho (Ankusha) a flor de lótus (Padma), o tridente (Trishula), a concha (Shanka), o disco (Chakra), etc.


 De tempos em tempos, Ela aparece com cinco faces ou com oito mãos. Até mesmo três olhos ou um pescoço azul não são raros. Nesse caso, Ela é o aspecto de Mahasaraswati, de Durga ou de Parvati. 


 
                                           O Pavão e o Cisne :

:Ainda que nenhum veículo ou montaria especial seja citada, o cisne (Hamsa), a montaria de Brahma, Lhe é geralmente reservada. Na literatura mitológica e no imaginário popular, pode-se vê-la usando um pavão como veículo.

O pavão, com a sua magnífica plumagem, é esse mundo com toda a sua glória. Como a atração pelo mundo desvia o buscador espiritual, o pavão pode representar realmente a ignorância ou a falta de conhecimento (Avidya).

Ademais, o cisne, que goza da reputação de conseguir separar a água do leite, é a sabedoria, o discernimento (Viveka) e portanto o conhecimento (Vidya). Ainda que seja verdadeiro que somente a iluminação espiritual (Vidya ou Paravidya) pode nos dar a beatitude (Moksha), significando a Avidya o conhecimento profano – as artes e as ciências desse mundo material – não foi negligenciado e nem deveria ser. 



Como diz o Ishavasya Upanishad, nós superamos a fome e a sede com a ajuda das ciências profanas, e somente podemos conseguir em seguida a imortalidade através das ciências espirituais.

É por nos ensinar essa grande verdade que a nossa Mãe Saraswati escolheu esses dois veículos: o cisne e o pavão.